[Novo Post]: David Cronenberg e Don DeLillo falam Sobre Robert em Entrevista 

OBS: Traduzimos somente as partes em que David Cronenberg e Don DeLillo mencionam Robert Pattinson. Para conferir a entrevista completa em inglês, clique AQUI.

DAVID CRONENBERG

Como foi o processo de escolha do elenco?

Curiosamente, assim como foi o caso de Um Método Perigoso, os atores não eram aqueles que eu tinha em mente no início. Em ambas as vezes, foi parte de uma permanente reinvenção do filme. Em Cosmópolisa princípio Colin Farrell havia sido escalado para interpretar o personagem principal, e Marion Cotillard deveria interpretar Elise, a esposa de Eric Packer. Então, houve conflitos de agenda com Farrell, e Marion Cotillard estava grávida. Então mudei o roteiro, ajustando-o para um ator mais jovem, o que é mais fiel ao livro, e claro, sua esposa também deveria ser mais jovem.  Ficou muito melhor dessa forma. O real problema é quando você faz arranjos de financiamento baseado no nome de um ator e ele cai fora - não é um problema artístico, é uma questão de dinheiro. Mas na verdade isso não foi um problema para nós.

Você pensou em Robert Pattinson imediatamente?

Sim. Seu trabalho em Crepúsculo é interessante, apesar de, é claro, cair em um cenário específico. Também assisti Little Ashes e Remember Me, e estava convencido de que ele poderia se tornar Eric Packer. É um papel pesado, ele pareceem toda e cada cena, e acho que nunca fiz um filme no qual o mesmo ator literalmente nunca sai do quadro. A escolha de um ator é uma questão de intuição, não há regras ou instruções quanto a isso.

DON DELILLO

Foi então que você conheceu David Cronenberg?

Sim, ele também estava em Estoril. Mas não falamos muito sobre o projeto para adaptar o livro, eu queria me manter fora disso. Conversamos um pouco sobre o fato de que seria filmado principalmente em Toronto, pude ver que ele sabia o que estava fazendo, e estava tudo bem por mim. Provavelmente conversamos sobre o ator principal, mas aquela pessoa no final das contas não pôde participar. Um tempo depois, quando Paulo me contou sobre Robert Pattinson, pensei que finalmente minha sobrinha de 14 anos iria me admirar.

(Source: ascot-elite.ch)



(Source: tellmetofeel, via pattinsonstateofmind)



[Novo Post]: Entrevista de Robert Pattinson Sobre ‘Cosmópolis’ (Última Parte) 

Uma das peculiaridades desse papel é que, ele se vê interagindo com diferentes atores, um seguido do outro. O que você achou disso?

Quando aceitei o papel, o único ator que já estava confirmado era Paul Giamatti, que sempre considerei ótimo. Então, foi meio mágico e assustador ver Juliette Binoche, Samantha Morton e Mathieu Amalric transformados em seus personagens. Cada um trouxe um tom diferente no set e não foi fácil com o curto tempo que David solicitou deles. Eles tinham que transformar suas atuações e ser guiados pelo contexto. Eu estava inserido no mundo de Cosmópolis a algum tempo mas eles tiveram que se acostumar àquela realidade e sintonizar naquele ritmo. Enquanto filmávamos, Juliette Binoche também estava muito envolvida no processo criativo, sugerindo diferentes hipóteses de atuação, e então colocando-as em prática.

 

Isso significa que há vários estilos de atuação, ditados sobretudo pelas diferentes nacionalidades dos atores? Ou todos os atores cumpriram com as diretrizes de Cronenberg?

Há diversos sentimentos e acho que David queria mais. Paradoxalmente, essa diversidade é sublinhada pelas personagens que supostamente são americanas, exceto o de Mathieu Amalric. Essa diversidade está conectada com a cidade de Nova York, onde todos parecem vir de diferentes lugares e onde a língua nativa de muitas pessoas não é o inglês. É claro que o filme não tem objetivo de recriar os efeitos do realism: ele acontece em Nova York mas nunca insiste em uma locação particular. Tendo atores com histórias diferentes que espelhas aquelas da cidade, contribui, por assim dizer, para dar a Cosmópolis estranheza e abstração.

 

Para esse papel, você tinha algum modelo em mente ou algum ator como inspiração?

Pelo contrário. Na verdade, eu apenas tentei evitar qualquer possível referência. Eu não queria que a audiência assistindo Cosmópolis lembrassem de outros filmes com Wall Street no centro, o mundo financeiro e os banqueiros ricos. Tive que encontrar minha própria abordagem ao invés de me valer de atitutes e atuações que já haviam sido vistas.

 

Você lembra se Cronenberg fez algum pedido especial enquanto você trabalhou com ele?

Ele insistiu que pronunciássemos cada palavra tal e qual estava escrito no roteiro, os diálogos seriam aqueles que já estavam escritos. Ele não iria tolerar nenuma mudança. O roteiro é baseado em grande parte ao pé da letra e tinha que ser cuidadoso com as palavras. Mas a abordagem de David foi muito positiva, algumas tomadas foram conquistadas, e isso pareceu quase assustador. Paul Giamatti mal havia chegado ao set e já teve que recitar um monólogo de uma só vez, e David pôde filmá-lo sem nenhuma interrupção. Fiquei fascinado ambos pela performance de Paul quanto pela prontidão e segurança de David.


Você gostou de trabalhar dessa maneira e aderir estritamente aos diálogos escritos?

Foi algo que eu ainda não conhecia e foi uma das principais razões pelas quais eu concordei em fazer Cosmópolis. Nunca tinha feito nada como isso, os roteiros costumam traçar uma base e cada ator dá sua contribuição, trabalhando no personagem. Nos meus filmes anteriores, os diálogos eram flexíveis. Desta vez, no entanto, foi como atuar no teatro: quando você leva Shakespeare para o palco, você certamente não pode mudar direções.

 

De certo modo, a limousine é como um palco.

Claro. E, a partir do momento que esta moldura empresta-se a muitas cenas diferentes, você deve sempre estar pronto para mudar o registro. Depois de muitos anos das minhas peças antigas, me vi tendo que aprender todas as piadas. Você vive em tensão constant, tem que ser cuidadoso mas sempre saber que terá um resultado melhor. Mesmo que eu fosse forçado a viver recluso durante a filmagem – devo conhecer perfeitamente o papel, estudar dezenas de páginas diariamente e colocar tudo em perspectiva – valeu a pena: me deixou uma sensação prazerosa, maior do que a que experimentei na maioria dos sets, onde tudo é fragmentado.

 

Qual foi a maior dificuldade durante as filmagens?

A coisa mais inquietante foi interpretar um personagem que não passa por uma evolução evidente e que não segue um percurso previsível. Na verdade, Packer muda, há uma evolução no inferno, mas não é algo com o que o público esteja acostumado a ver. David tinha tudo sob controle. Nunca havia trabalhado com um diretor que cuidava de todos os mínimos aspectos do filme, também era considerado responsável por cada pequeno estágio. A princípio achei perturbador, mas então, aos poucos, ganhei confiança em seus métodos e me deixei levar.

Tradução.: Alê (@ROBenchanted)

Via

(Source: cinerepublic.film.tv.it)



[Novo Post]: Entrevista de Robert Pattinson Sobre ‘Cosmópolis’ (Parte 2) 

No entanto, ele tem conhecimento suficiente do mundo em que vive a ponto de poder construir uma fortuna.

Sim, mas de forma muito abstrata. Atividades bancárias, corretagem e de especulação não estão conectadas. Se ele conseguiu administrá-las bem não foi por ser um especialista daquela indústria. É mais como um instinto muito raro, algo muito misterioso e profundo, que faz com que consiga lidar com algoritmos como se fossem fórmulas mágicas. No filme, como no livro, pode-se ver que sua abordagem dos dados financeiros tende a projetá-lo sempre para o futuro, tanto que ele não sabe mais como viver no presente. De todo modo, ele provavelmente também consegue captar os mecanismos do mundo que o cerca, mas somente de uma forma particular e obscura.

 

Você discutiu isso com David Cronenberg?

Um pouco, sim. Mas ele gostava quando eu ficava buscando respostas para coisas inexplicáveis. Em particular, ele gostava quando eu começava a recitar sem saber bem o que estava fazendo e, logo ele percebeu que eu estava dando luz à sequência de causa-e-efeito, eu congelei. Foi uma forma muito estranha de dirigir, baseado inteiramente em sensações, ao invés de ideias.

 

Como você se preparou para o papel?

David não gosta de fazer testes. Não falamos muito sobre o filme antes de começar [as gravações]. Durante a produção conheci os outros atores somente no set, e só lá descobri que seria literalmente como Eric Packer apareceu na limousine. Foi muito prazeroso. Desde o início das  filmagens, é como se vivesse no interior do filme e do carro: estava sempre lá, havia se tornado minha casa e no meu espaço eu acolhia todos os outros atores, que vinham me visitar enquanto eu permanecia sentado naquela espécie de trono. Sentir-se um todo poderoso naquele ambiente de veludo foi bastante confortável e todos os outros tiveram que praticamente se adaptar ao que era o meu mundo.     

Você teve alguma indicação de como seria o aspect visual de seu personagem ou de seu vestuário?

Sim, o importante era que Packer tivesse uma aparência neutra. Então procuramos evitar as características mais óbvias e estereotipadas de um homem de negócios. A única discussão foi sobre a escolha dos óculos escuros que ele usaria no início. Experimentei dois que eram anônimos e que não diziam nada sobre o personagem.

 

Faz muita diferença filmas as cenas na mesma sequência cronológica do roteiro?

Acho que foi muito importante, criou um efeito cumulativo que molda o filme inteiro. No início das filmagens, ninguém sabia como seria o tom final… Bem, talvez somente David, mas ele nunca insinuou nada. Para a equipe, a identidade do filme se construía à medida que Packer revelava algo mais sobre si mesmo. Filmar em sequência cronológica também me permitiu captar completamente a essência de Packer quando sua vida gradualmente desmorona.

Tradução.: Alê (@ROBenchanted)

[Continua…]

Via

(Source: cinerepublic.film.tv.it)



[Novo Post]: Entrevista de Robert Pattinson Sobre ‘Cosmópolis’ 

[Parte 1]

Você já conhecia o romance de Don DeLillo?

Não, mas já havia lido outros de seus livros. Primeiro li o roteiro que David Cronenberg me enviou, e só depois li o romance. O roteiro é tão fiel ao livro que parece quase inacreditável, especialmente considerando que Cosmópolis foi considerado impossível de adaptar. Mesmo antes de ler os trabalhos de DeLillo, fiquei impressionado com o ritmo do roteiro, que é agitado e a tensão implacável.  

 

O que atraiu sua atenção nesse filme?

Cronenberg, sem dúvida! Fiz alguns filmes e não tinha idéia de como seria trabalhar com ele. Não me decepcinei… Eu sabia que ele brincaria com sua criatividade e que essa experiência seria um acerto. Deixei o roteiro me envolver da mesma forma que você pode ficar fascinado com um longo poema, um poema muito misterioso. Normalmente, quando se lê um roteiro, rapidamente entende-se do que ele trata, para onde irá e como irá acabar, apesar de que há viradas inesperadas e soluções sofisticadas que abordam o curso da história. Com o roteiro de Cosmópolis, todavia, foi completamente diferente: quanto mais eu lia, menos conseguia entender como evoluiria e isso me fez querer fazer parte do filme. Não seria como filmar um filme qualquer, mas uma oportunidade diferente e única.

 

Na primeira vez que leu o roteiro e você se viu no personagem? Imaginou como seria?

De jeito nenhum. Na primeira vez que falei com David expliquei que eu não conseguia me imaginar naquele papel de jeito nenhum, e ele me garantiu que isso era um bom sinal. Desde então, fiz muitas perguntas e senti todo o texto evoluir de forma orgânica e progressiva, transformando-se em escolhas visuais que formariam o filme. Foi um processo vivo, apesar de, durante a primeira semana de filmagens estarmos todos ainda nos perguntando em que direção ele seguia, ele estava conduzindo tudo uma vez que o filme foi concluído. Tudo estava muito encantador, foi como se o filme tivesse sido modelado passo a passo.

 

Agora que está pronto, o filme está muito diferente do roteiro ou permaneceu fiel ao que estava no papel?

É difícil dizer, o filme se desenrola em diversos níveis. Já o vi duas vezes até agora. Na primeira vez fiquei maravilhado com seu lado burlesco: enquanto filmávamos, sabíamos qual o tom, mas vê-lo nas telas foi estranho.  Na segunda vez, porém, assumiu o peso do que realmente estava envolvido. Foram duas exibições privadas para testar a recepção do público, de quem as reações foram variadas em uma ampla escala, de sorrisos a tensão.   Apesar de sua complexidade, fiquei impressionado com o quanto Cosmópolis foi capaz de causar uma variação tão grande emoções.

 

Em sua opinião, quem é Eric Packer? Como você o descreveria?

Para mim, eric parece ser uma pessoa que pretence a outro mundo, vivendo como se tivesse nascido em outro planeta e então tenta descobrir em que realidade deveria viver. De uma forma muito simples, Packer não entende como é o mundo e como ele funciona.

Tradução.: Alê (@ROBenchanted)

[Continua…]

(Source: cinerepublic.film.tv.it)



(Source: gayfortaylorlautner, via iheartrobandkristen)



(Source: coeur--fragile, via robmybaywatch)



(via oh-roberto)



(via candykizzes24)



(via robandkristen)



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